do cartaz “Kangaroo Jack”
cng

É sabido que o ornitorrinco é um animal anfíbio esquisitíssimo, que tem o corpo coberto de penas, a boca em forma de enorme bico de pato e põe ovos apesar de ser mamífero. Habita os rios e lagos do continente australiano e da ilha da Tasmânia.
É conhecida também a relação conflituosa que, desde os mais remotos tempos, existe entre o canguru e o ornitorrinco.
Imagine-se agora que, um belo dia, um canguru adolescente, daqueles com muito gel no cabelo, muita chuinga na boca, ténis de marca, se apaixona perdidamente por uma ornitorrinca ligeiramente mais nova que ele.
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Internet e Pedofilia

September 4th, 2008

Ilustração DN
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Foi abertura das notícias no rádio esta manhã, e sê-lo-á, certamente, nos jornais principais desta noite das diferentes estações de televisão: uma rede de pedofilia que actuava a nível da internet, cuja extensão não foi ainda revelada, começou a ser desmantelada em diversos países ― onze ao todo ― distribuídos pelo continente europeu, asiático e da América Latina.
Brasil, que desencadeou a operação, Portugal e Japão encontram-se entre os países envolvidos.
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Chegar Onde?

September 3rd, 2008

chegar

Quem passa por aqui sabe que é pouco frequente serem publicados neste blogue textos que não os meus. E não é por presunção ou empáfia. É falta de contactos, de amigos dispostos a virem escrever aqui, ou falta de amigos mesmo.

O texto de Baptista Bastos que agora me chegou às mãos e que eu decido divulgar ― Baptista Bastos, jornalista, escritor que sempre reverenciei pela fluência dos seus textos, pelo seu estilo incisivo, directo, sem palmadinhas nas costas ― constitui quase um grito de sedição de quem sempre se determinou em causas colectivas que considerava rectas e agora, por ver que, talvez da parte de quem menos se esperasse, lhe frustraram o doce sonho de um país onde se pudesse viver com a dignidade da cabeça erguida, o leva a escrever esta denúncia que reflecte claramente, para além da revolta, a amargura do desencanto.
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Google Chrome - Abrindo o Pacote

September 3rd, 2008


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É evidente que não resisti à tentação, era quase meia-noite, de testar o Google Chrome logo que fiz o download. Com algum entusiasmo pela novidade, veio-me depois a vontade de escrever sobre isso, partilhando a minha recente experiência com este novo navegador.

Só que, para quê inventar a roda, se ela já fora inventada? Para quê demorar mais tempo a fazer testes e mais testes ao produto, elaborar um texto, revê-lo, se alguém já o fizera e da maneira cuidada como o fizera?

Para quê eu — e certamente de forma menos aprimorada — fazer chover sobre o molhado, quando Marcus Aragão, no seu espaço Blog do Maragão escrevera um artigo muito detalhado sobre o Chrome, no dia a seguir ao do seu lançamento? Vão lá, ao blogue, e confirmem.

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Tradução: «Há tremoços e amendoíns»
Foto publicada no blogue «Notícias e Malícias»

Em termos de escrita, uma das dúvidas que mais nos assalta é aquela que está relacionada com a redacção correcta (tendo em linha de conta o contexto em que se encontram) do “porque”, do “por que”, do “porquê” e do “por quê?”. Devo confessar que nem todas as explicações que encontro são suficientemente claras de forma a evitar, em definitivo, as confusões.
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A popósito do «Gustav»

September 1st, 2008

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foto Associated Press/BBC-News

O «Gustav», tal como ciclicamente outros o fazem ― e a cada ano que passa, cada vez com maior intensidade ―, está, pelas notícias que ouço, ainda a fustigar violentamente o sul dos Estados Unidos, depois de ter deixado um rasto de destruição nas Caraíbas, particularmente com assinalável violência em Santo Domingo, no Haiti e em Cuba.

Pergunto-me com que ânimo neste momento se sentirão as almas que todos os anos, quase sem excepção, se vêem despojadas de todos os seus haveres ― parcos, pela sua normal condição de pobres ― transformando-se em vítimas inocentes de deuses, orixás, xangôs ou oxumarés que nem sequer conhecem e aos quais, por isso mesmo, não podem fazer oferendas, rezar as suas preces, tentando aplacar a sua ira mais descomunal?

E com que ânimo, depois da tragédia, voltarão a erguer-se, sabendo que no fim de um curto ciclo temporal, irão soçobrar novamente, vergados pela inclemência dos céus, rendidos à impotência da sua pequenez, à inevitabilidade do seu eterno desígnio: a derrota?

Não gostaria de estar na pele de nenhum dos que estão lá. Pela dor, pelo sofrimento, pelo vazio da perda. E também por duvidar ter em tempo algum a sua coragem.

Os frios Invernos do Norte

September 1st, 2008

As manhãs de inverno no norte, diz quem sabe, costumam ser de quebrar os ossos. Sei, porque sou de lá, que quando não chove e o vento sopra, gélido, dos interiores da Galiza, é sempre um valha-nos Nossa Senhora e um Deus nos acuda.

As pessoas, manhã cedo, sentam-se nos cafés, tiritando encolhidas, lançam os ombros para a frente e encobrem as mãos entre as pernas, tentando com o calor do seu próprio corpo suavizar o frio que lhes entorpece os músculos, lhes marca as faces, lhes corta o coração e a alma.

São sete e meia da manhã, de um dia cinzento, de um Novembro de que já perdi o rasto. Sento-me a um canto mais abrigado do Arcuense, a dois passos do balcão.
Àquela hora, por ser dia de feira, o café estava já cheio de gente da aldeia que se acotovelava, na ânsia de ser servida, de engolir qualquer coisa que lhes animasse as entranhas.

Passa por mim, dirigindo-se para o balcão, uma mulher vestida de preto. Dobrara já os sessenta. As mesmas roupas e o mesmo preto que costumavam cobrir as mulheres dos nossos montes. Devia ser conhecida, pois o empregado cavaqueava com ela e começara a tratá-la pelo nome. Vi servir-lhe, num daqueles copos pequenos, bojudos, um líquido transparente, que adivinhei ser aguardente.

Olhou para mim com um sorriso no qual me tornei deliberadamente cúmplice, ao mesmo tempo que pegava no copo e o levava à boca. Emborcou tudo de um só trago. Vi o seu corpo estremecer. Pensei que iria estatelar-se, redonda, ali no café, naquele chão frio de quadrados de mármore, mas enganei-me. Cortou-me a respiração vê-la lançar um «Aaarrghhh!» lancinante e fazer um esgar de pavoroso sofrimento, como se subitamente se tivesse precipitado nas mais crepitantes labaredas do inferno. Pelo canto do olho, com a cabeça levemente inclinada, mirou-me novamente, dizendo:
— Não sei como é que os homens gostam disto!

Levantou o avental, e duma pequena bolsa de cabedal escuro que tinha atada à cintura, retirou uma moeda qualquer. Pousou-a em cima do balcão e ordenou ao empregado, que mal tivera tempo para arrumar a garrafa:
— Deita outro, Tone, deita outro!

Ah!, como eram frios aqueles invernos nos Arcos.

D(I)B

August 31st, 2008

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Fim do mês de Agosto, dia do Blog. Internacional, para lembrar elos que nem sempre existem, solidariedades que, por comodismo ou uma qualquer desculpa, deixamos engavetados para preservar da poeira, à espera do dia em que a nossa consciência comece a sentir medo do inferno.

Hoje é o dia internacional do blogue, viva o blogue, vivamos todos os que andamos nisto. Por simples gozo, ou porque descobrimos neste espaços virtuais uma nova forma de preservarmos a nossa própria existência.

Não sendo minha intenção ferir qualquer tipo de susceptibilidade, eis aqui os blogues que eu hoje sugiro:

31 da Armada
Agora sou crescida
Aspirina B
O triunfo dos porcos
Mais Gasolina

Jazz no Hot

August 30th, 2008

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Para comemorar o terceiro ano de edições da jazz.pt , a única publicação periódica especializada em jazz editada em Portugal, o JACC - Jazz ao Centro Clube -, em parceria com o Hot Club de Portugal, que celebra o seu 60º aniversário, organiza a primeira edição do “Festival jazz.pt“.

Agendado para os dois primeiros fins-de-semana de Setembro, este evento, que decorre na sede do Hot Club, à Praça da Alegria, em Lisboa, propõe dois concertos por noite. Serão, por outro lado, lançados durante o festival quatro novos discos de formações nacionais.
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Contrastes

August 29th, 2008

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Contrastes entre dois povos, duas culturas, dois países.
Por um lado, uma aldeia do nosso Alentejo ― Monsaraz ― onde até a leveza do nosso andar corre o risco de perturbar a doce tranquilidade do seu chão.
Por outro, uma cidade ― Mostar, na Bósnia-Herzgovina ― martirizada durante uma guerra sem sentido, que opôs bósnios-croatas a sérvios-bósnios. Quase aqui ao nosso lado.
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